Quanto tempo não passava por aqui! As coisas andavam bem corridas, mas agora tenho tempo de sobra para escrever novamente! É incrível como em um mês pode acontecer tanta coisa! Quem dirá em um ano... Estamos novamente chegando ao final... De um novo começo! Sim, passa rápido... E como! Muitos acontecimentos... Muitos deles bons, outros ruins, mas faz parte, nada deixa de ser válido. É bom refletir sobre isso, e pensar nas coisas boas que você ganhou com isso, com tudo isso... Ninguém realmente precisa saber o que você ganha ou deixa de ganhar, o que você perde ou deixa de perder, mas para falar bem a verdade, nada se pode perder além da própria vida. Mudanças sempre nos encontrarão... Elas chegam com um propósito revolucionário... Se algo não está dando certo, significa alguma coisa... Nunca pertenceu a você, ou simplesmente não era pra ser... Apenas acredite que há planos maiores para suas ambições, e que com certeza, podem mudar a sua vida... Mostrar-te o caminho certo, com companhias puras e verdadeiras, e hábitos saudáveis para cumprir, realizar e aperfeiçoar. E mesmo que nada na vida seja certo, puro, e verdadeiro sempre, você sabe quem és de verdade... Não se esqueças mais disso...quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Em uma nova perspectiva (?)
Quanto tempo não passava por aqui! As coisas andavam bem corridas, mas agora tenho tempo de sobra para escrever novamente! É incrível como em um mês pode acontecer tanta coisa! Quem dirá em um ano... Estamos novamente chegando ao final... De um novo começo! Sim, passa rápido... E como! Muitos acontecimentos... Muitos deles bons, outros ruins, mas faz parte, nada deixa de ser válido. É bom refletir sobre isso, e pensar nas coisas boas que você ganhou com isso, com tudo isso... Ninguém realmente precisa saber o que você ganha ou deixa de ganhar, o que você perde ou deixa de perder, mas para falar bem a verdade, nada se pode perder além da própria vida. Mudanças sempre nos encontrarão... Elas chegam com um propósito revolucionário... Se algo não está dando certo, significa alguma coisa... Nunca pertenceu a você, ou simplesmente não era pra ser... Apenas acredite que há planos maiores para suas ambições, e que com certeza, podem mudar a sua vida... Mostrar-te o caminho certo, com companhias puras e verdadeiras, e hábitos saudáveis para cumprir, realizar e aperfeiçoar. E mesmo que nada na vida seja certo, puro, e verdadeiro sempre, você sabe quem és de verdade... Não se esqueças mais disso...sábado, 9 de outubro de 2010
Darkness
Por favor, não fale nada agora. Não diga. Você vai parar ou continuar andando? Estamos aqui agora, e foi sem querer. Você dominou os mares, você os conquistou pensando no dia. Mas esqueceu dos horizontes da noite. Não há ninguém aqui agora, mas escuto você aqui. Posso sentir. A fria pessoa canta. E Não há luz. Não há horizonte. Como pode a vida ainda continuar brilhando? Foi do fogo, que do dia à noite vejo. A escuridão se aproxima... Mas ainda continuamos andando...
Por quê?
“…Our hearts sing 'cause
We do not know…”
Little House- Amanda Seyfried
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ao mesmo tempo...
Um pouco de tudo... Está entre o que deve ser feito e o inesperado. Vejo a mistura do quente e do frio entre tudo o que nos une e ao mesmo tempo nos separa. Vejo o tempo passar. Não sei onde você pode estar amanhã, mas há um lugar que você conquistou, onde posso ver a essência de tudo àquilo em sua volta. Perguntava-me onde você poderia estar... Mas não agora... Agora, você está aqui, comigo.
All the time...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O quão distante algo pode estar?
Talvez algumas perguntas, tendem a perpetuar constantemente em nossas vidas. É possível achar que esteja mais perto do nunca, entretanto, na realidade, está muito distante. É apenas mais uma das incertezas da humanidade, não que não seja possível responder, mas não se sabe quando nem como chegar a uma resposta. Apesar de se consumir no vazio perpétuo de insegurança, também é uma questão de perspectiva. A estrela, que está lá no céu, neste momento, está aqui comigo, bem na minha frente, mas a partir do momento que tento pegá-la com as minhas mãos, ela não é maior do que o meu polegar. Este é o momento em que a realidade atua. Esta estrela está anos luz à minha frente, mas isso não significa que ela seja superior ao que é possível de se acreditar. Não significa também que ela é menor do que todas as minhas ambições. Se ela está anos luz à minha à frente, ela pode até ser muito maior do que todos juntos. Não sei o quão grande ela pode ser, mas sei o quão grande pode ser a minha capacidade de refletir sobre isso, sobre estar tão perto e ao mesmo tempo, tão longe. É como percorrer durante muito tempo sobre um mesmo trajeto e nunca chegar ao lugar desejado, até o momento em que é possível avistar. Pode até ser possível avistar, mas ainda assim custa muito para chegar. Portanto, agora depende apenas de vontade própria, de seguir em frente ou ficar parado no mesmo lugar vendo a vida passar sem propósito. É preciso ir cada vez mais adiante, mais perto. Ao contrário, apenas será possível continuar num ciclo constante e mutuamente destinado a se distanciar de tudo o que possa ser plausível de se acreditar. O quão distante eu estou? O quão distante eu estou de você? Tão perto... não importa o quão distante. Estando nos lugares que prezam as mais puras verdades vindas do coração, nada mais importará.
"Não há distância que nos impeça de chegar...
Eu só queria distância, da nossa distância..."
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Não se pode escolher...
... e mais do que isso, não se pode mudar. Nossas ambições estão continuamente progredindo, mas quando você passa a senti-las, suas escolham se consomem em algo inútil, intenso e duvidoso. Tudo passa a ficar perdido. Você começa a se perguntar se pode ser possível ou não. Mas é difícil quando há muito a dizer e não pode ser dito. Segredos... Eles estão aqui, do seu lado, e você não pode os ver. Eu vejo você, só você. Há mais alguma coisa ao seu redor? Ao meu redor há. Mas pertence a algo que pulsa muito mais forte que minha força vital. Área restrita, perigosa, que tem muito a dizer. Mas é segredo... Será que você vê? Será que você entende? Agora é difícil imaginar como seria... Depois que você apareceu. Algo mudou. Agora nunca chego mais ao fim de cada um dos momentos de existir. Poderia ter fugido, mas não encontraria nada do que eu vejo agora. Eu preciso dizer, quantas vezes for preciso. Agora você entende? Deve entender... Não pode ser dito... Aprendi com você.
"Estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque prefiro estar contigo a estar em qualquer outro lugar no mundo."
Richard Back
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
e tudo mudou novamente...
"Ela estava caminhando, seguindo em frente, sem parar. Chegou a acreditar que sua vida se resumiria a isso. Rumo retilíneo, definido, iluminado e confortável. Era um dia normal, novas metas e velhas metas extremamente calculadas e idealizadas. Tudo programado até o último segundo do dia, até que tudo ficou escuro, mais cedo do que se esperava, não foi possível continuar. A luz que pairava no céu inocente se consumiu no vazio de tanta exatidão. E a sensação do vazio negligenciava sua alma. Impossível seria continuar se tudo ficasse assim para sempre, todavia, não havia como saber. Por um tempo indeterminado, sem ter conhecimento algum, ela ficou lá, vendo o tempo e sua vida passar. Não sabia mais de nada e tudo o que era certo se perdeu no meio das incertezas e das muitas mudanças. Ela não estava preparada para mudanças. Esse foi o grande erro. Espantou-se com a inserção delas. Portanto, resolveu arriscar. Virar em alguma curva, fazer uma viajem louca, sem destino, sem fim. Não encontrou mais as razões para ser livre de seu destino, contudo, as inventou. Teve conhecimento de coisas boas e ruins, mas as energias se renovaram. Começou a imaginar que prestígio era a resposta. Quem sou eu? Para onde vou? Porque estou aqui? O silêncio se exaltou e logo ela... Não sei porque estou aqui e não sei para onde quero ir, mas sempre soube quem eu sou... A luz voltou a perpetuar..."
#Contos impessoais 1 #
“Fazes-me falta, estava ausente de mim próprio.”
Victor Hugo
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Doce Sonho
Tenho algo a dizer. Não costumo lembrar-me dos meus sonhos, mas hoje, eu lembrei. Sonhei com Balas. De todos os tipos, de todos os sabores, de todas as essências. De todos os aspectos que uma mente quase inconsciente pode projetar. As balas com que eu sonhei possuíam uma essência além do mundo metafísico. Elas poderiam mudar o mundo. Recordo-me da bala vermelha, me deixou triste. Cada uma das balas me fazia expressar um sentimento diferente. Eu acordei, e tudo aquilo ficou para trás. Por um lado seria interessante manipular emoções, mas também não haveria sentido. Nunca pensei em minhas emoções, eu apenas as sinto. Na real, poucas são as pessoas que param para pensar nelas. Mas nem sempre emoções precisam ser questionadas. As atitudes que precisam. Entretanto, não faz sentido questionar a toda hora. Por mais que seja necessário julgar uma atitude, em certos momentos isso não pode ser considerada uma solução. Não queria me mudar para outro lugar, mas não me restou o direito de escolher, e muito menos de questionar, já estava decidido. Lamentar o que já foi proposto não coube mais às minhas perspectivas. Eu sabia, muita coisa iria mudar. E mudou. As mudanças têm esse dom. De súbito, quando acordei para a realidade, a tristeza me consumiu. Estava eu, em uma sala de aula rodeada de estranhos, que me olhavam estranho e falavam estranhamente. Não entendia uma palavra se quer. Mas tempo é uma dádiva, após alguns meses, consegui me integrar aquele mundo. E com todo esse tempo, pude perceber também que as pessoas de lá não eram muito acolhedoras. Não só comigo, mas um com os outros. Ofendiam-se o tempo todo, viviam isolados por orgulho e ódio. Não sabiam o significado de compaixão. Lembrei-me do meu sonho de alguns meses atrás. As Balas... Tudo o que eu precisava era daquelas balas que manipulam sentimentos e emoções... Elas seriam usadas com a melhor intenção, eu prometi. Como se fosse possível a existência desta utopia. Pensei nas balas durante muito tempo. Desejei-as. Até que certo dia, quando acordei, eu delirei novamente. Havia em minha escrivaninha uma cesta de balas semelhante a do meu sonho. As balas eram idênticas e havia um bilhete junto a elas. Eu já sabia o que fazer. No dia seguinte, distribuí-las a todos da minha sala, foi difícil recusarem. Cada bala usufruía de infinitos sentimentos prazerosos. Comecei a ser acolhedora com todos, assim como nunca foram comigo. As coisas começaram a mudar, os sentimentos começaram a mudar, as pessoas mudaram. Eu mudei a realidade! Não eu exatamente, as balas... As que surgiram do fruto da minha imaginação... Não entendo como tudo isso aconteceu, mas aconteceu, estou em um sonho agora, não mais na realidade. Tudo estava indo muito bem, fiz novos amigos. Até que certo dia, quando cheguei da escola, havia outro bilhete na minha escrivaninha. O bilhete alegava que as balas não tinham efeito nenhum fora dos sonhos, eram apenas balas. Eu apenas havia atuado diferentemente dos outros, eu os conquistei, com toda simplicidade possível, e fez toda a diferença. A paz havia voltado para a minha vida, e para todos os outros também. O problema não era que as pessoas não sabiam mais como dividir as suas tristezas, e sim porque se esqueceram de dividir suas alegrias. Não deixei de acreditar, não precisei de muita coisa. Apenas fui eu mesma. E minha vida ficou assim... Doce, como no meu sonho.
#narrativa;conto; Amanda Luz.
#narrativa;conto; Amanda Luz.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Em uma nova perspectiva (?)
Quanto tempo não passava por aqui! As coisas andavam bem corridas, mas agora tenho tempo de sobra para escrever novamente! É incrível como em um mês pode acontecer tanta coisa! Quem dirá em um ano... Estamos novamente chegando ao final... De um novo começo! Sim, passa rápido... E como! Muitos acontecimentos... Muitos deles bons, outros ruins, mas faz parte, nada deixa de ser válido. É bom refletir sobre isso, e pensar nas coisas boas que você ganhou com isso, com tudo isso... Ninguém realmente precisa saber o que você ganha ou deixa de ganhar, o que você perde ou deixa de perder, mas para falar bem a verdade, nada se pode perder além da própria vida. Mudanças sempre nos encontrarão... Elas chegam com um propósito revolucionário... Se algo não está dando certo, significa alguma coisa... Nunca pertenceu a você, ou simplesmente não era pra ser... Apenas acredite que há planos maiores para suas ambições, e que com certeza, podem mudar a sua vida... Mostrar-te o caminho certo, com companhias puras e verdadeiras, e hábitos saudáveis para cumprir, realizar e aperfeiçoar. E mesmo que nada na vida seja certo, puro, e verdadeiro sempre, você sabe quem és de verdade... Não se esqueças mais disso...
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sábado, 9 de outubro de 2010
Darkness
Por favor, não fale nada agora. Não diga. Você vai parar ou continuar andando? Estamos aqui agora, e foi sem querer. Você dominou os mares, você os conquistou pensando no dia. Mas esqueceu dos horizontes da noite. Não há ninguém aqui agora, mas escuto você aqui. Posso sentir. A fria pessoa canta. E Não há luz. Não há horizonte. Como pode a vida ainda continuar brilhando? Foi do fogo, que do dia à noite vejo. A escuridão se aproxima... Mas ainda continuamos andando...
Por quê?
“…Our hearts sing 'cause
We do not know…”
Little House- Amanda Seyfried
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ao mesmo tempo...
Um pouco de tudo... Está entre o que deve ser feito e o inesperado. Vejo a mistura do quente e do frio entre tudo o que nos une e ao mesmo tempo nos separa. Vejo o tempo passar. Não sei onde você pode estar amanhã, mas há um lugar que você conquistou, onde posso ver a essência de tudo àquilo em sua volta. Perguntava-me onde você poderia estar... Mas não agora... Agora, você está aqui, comigo.
All the time...
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O quão distante algo pode estar?
Talvez algumas perguntas, tendem a perpetuar constantemente em nossas vidas. É possível achar que esteja mais perto do nunca, entretanto, na realidade, está muito distante. É apenas mais uma das incertezas da humanidade, não que não seja possível responder, mas não se sabe quando nem como chegar a uma resposta. Apesar de se consumir no vazio perpétuo de insegurança, também é uma questão de perspectiva. A estrela, que está lá no céu, neste momento, está aqui comigo, bem na minha frente, mas a partir do momento que tento pegá-la com as minhas mãos, ela não é maior do que o meu polegar. Este é o momento em que a realidade atua. Esta estrela está anos luz à minha frente, mas isso não significa que ela seja superior ao que é possível de se acreditar. Não significa também que ela é menor do que todas as minhas ambições. Se ela está anos luz à minha à frente, ela pode até ser muito maior do que todos juntos. Não sei o quão grande ela pode ser, mas sei o quão grande pode ser a minha capacidade de refletir sobre isso, sobre estar tão perto e ao mesmo tempo, tão longe. É como percorrer durante muito tempo sobre um mesmo trajeto e nunca chegar ao lugar desejado, até o momento em que é possível avistar. Pode até ser possível avistar, mas ainda assim custa muito para chegar. Portanto, agora depende apenas de vontade própria, de seguir em frente ou ficar parado no mesmo lugar vendo a vida passar sem propósito. É preciso ir cada vez mais adiante, mais perto. Ao contrário, apenas será possível continuar num ciclo constante e mutuamente destinado a se distanciar de tudo o que possa ser plausível de se acreditar. O quão distante eu estou? O quão distante eu estou de você? Tão perto... não importa o quão distante. Estando nos lugares que prezam as mais puras verdades vindas do coração, nada mais importará.
"Não há distância que nos impeça de chegar...
Eu só queria distância, da nossa distância..."
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incertezas
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Não se pode escolher...
... e mais do que isso, não se pode mudar. Nossas ambições estão continuamente progredindo, mas quando você passa a senti-las, suas escolham se consomem em algo inútil, intenso e duvidoso. Tudo passa a ficar perdido. Você começa a se perguntar se pode ser possível ou não. Mas é difícil quando há muito a dizer e não pode ser dito. Segredos... Eles estão aqui, do seu lado, e você não pode os ver. Eu vejo você, só você. Há mais alguma coisa ao seu redor? Ao meu redor há. Mas pertence a algo que pulsa muito mais forte que minha força vital. Área restrita, perigosa, que tem muito a dizer. Mas é segredo... Será que você vê? Será que você entende? Agora é difícil imaginar como seria... Depois que você apareceu. Algo mudou. Agora nunca chego mais ao fim de cada um dos momentos de existir. Poderia ter fugido, mas não encontraria nada do que eu vejo agora. Eu preciso dizer, quantas vezes for preciso. Agora você entende? Deve entender... Não pode ser dito... Aprendi com você.
"Estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque prefiro estar contigo a estar em qualquer outro lugar no mundo."
Richard Back
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
e tudo mudou novamente...
"Ela estava caminhando, seguindo em frente, sem parar. Chegou a acreditar que sua vida se resumiria a isso. Rumo retilíneo, definido, iluminado e confortável. Era um dia normal, novas metas e velhas metas extremamente calculadas e idealizadas. Tudo programado até o último segundo do dia, até que tudo ficou escuro, mais cedo do que se esperava, não foi possível continuar. A luz que pairava no céu inocente se consumiu no vazio de tanta exatidão. E a sensação do vazio negligenciava sua alma. Impossível seria continuar se tudo ficasse assim para sempre, todavia, não havia como saber. Por um tempo indeterminado, sem ter conhecimento algum, ela ficou lá, vendo o tempo e sua vida passar. Não sabia mais de nada e tudo o que era certo se perdeu no meio das incertezas e das muitas mudanças. Ela não estava preparada para mudanças. Esse foi o grande erro. Espantou-se com a inserção delas. Portanto, resolveu arriscar. Virar em alguma curva, fazer uma viajem louca, sem destino, sem fim. Não encontrou mais as razões para ser livre de seu destino, contudo, as inventou. Teve conhecimento de coisas boas e ruins, mas as energias se renovaram. Começou a imaginar que prestígio era a resposta. Quem sou eu? Para onde vou? Porque estou aqui? O silêncio se exaltou e logo ela... Não sei porque estou aqui e não sei para onde quero ir, mas sempre soube quem eu sou... A luz voltou a perpetuar..."
#Contos impessoais 1 #
“Fazes-me falta, estava ausente de mim próprio.”
Victor Hugo
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Doce Sonho
Tenho algo a dizer. Não costumo lembrar-me dos meus sonhos, mas hoje, eu lembrei. Sonhei com Balas. De todos os tipos, de todos os sabores, de todas as essências. De todos os aspectos que uma mente quase inconsciente pode projetar. As balas com que eu sonhei possuíam uma essência além do mundo metafísico. Elas poderiam mudar o mundo. Recordo-me da bala vermelha, me deixou triste. Cada uma das balas me fazia expressar um sentimento diferente. Eu acordei, e tudo aquilo ficou para trás. Por um lado seria interessante manipular emoções, mas também não haveria sentido. Nunca pensei em minhas emoções, eu apenas as sinto. Na real, poucas são as pessoas que param para pensar nelas. Mas nem sempre emoções precisam ser questionadas. As atitudes que precisam. Entretanto, não faz sentido questionar a toda hora. Por mais que seja necessário julgar uma atitude, em certos momentos isso não pode ser considerada uma solução. Não queria me mudar para outro lugar, mas não me restou o direito de escolher, e muito menos de questionar, já estava decidido. Lamentar o que já foi proposto não coube mais às minhas perspectivas. Eu sabia, muita coisa iria mudar. E mudou. As mudanças têm esse dom. De súbito, quando acordei para a realidade, a tristeza me consumiu. Estava eu, em uma sala de aula rodeada de estranhos, que me olhavam estranho e falavam estranhamente. Não entendia uma palavra se quer. Mas tempo é uma dádiva, após alguns meses, consegui me integrar aquele mundo. E com todo esse tempo, pude perceber também que as pessoas de lá não eram muito acolhedoras. Não só comigo, mas um com os outros. Ofendiam-se o tempo todo, viviam isolados por orgulho e ódio. Não sabiam o significado de compaixão. Lembrei-me do meu sonho de alguns meses atrás. As Balas... Tudo o que eu precisava era daquelas balas que manipulam sentimentos e emoções... Elas seriam usadas com a melhor intenção, eu prometi. Como se fosse possível a existência desta utopia. Pensei nas balas durante muito tempo. Desejei-as. Até que certo dia, quando acordei, eu delirei novamente. Havia em minha escrivaninha uma cesta de balas semelhante a do meu sonho. As balas eram idênticas e havia um bilhete junto a elas. Eu já sabia o que fazer. No dia seguinte, distribuí-las a todos da minha sala, foi difícil recusarem. Cada bala usufruía de infinitos sentimentos prazerosos. Comecei a ser acolhedora com todos, assim como nunca foram comigo. As coisas começaram a mudar, os sentimentos começaram a mudar, as pessoas mudaram. Eu mudei a realidade! Não eu exatamente, as balas... As que surgiram do fruto da minha imaginação... Não entendo como tudo isso aconteceu, mas aconteceu, estou em um sonho agora, não mais na realidade. Tudo estava indo muito bem, fiz novos amigos. Até que certo dia, quando cheguei da escola, havia outro bilhete na minha escrivaninha. O bilhete alegava que as balas não tinham efeito nenhum fora dos sonhos, eram apenas balas. Eu apenas havia atuado diferentemente dos outros, eu os conquistei, com toda simplicidade possível, e fez toda a diferença. A paz havia voltado para a minha vida, e para todos os outros também. O problema não era que as pessoas não sabiam mais como dividir as suas tristezas, e sim porque se esqueceram de dividir suas alegrias. Não deixei de acreditar, não precisei de muita coisa. Apenas fui eu mesma. E minha vida ficou assim... Doce, como no meu sonho.
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